Depois de passar boa parte da noite gastando o solado dos sapatos dançando, o Homem Transparente foi para um quarto de motel descansar para seguir viagem no dia seguinte.
Homem Alambique e Frieza dormiram em seus respectivos caminhões. Gê e P. S também foram para os seus quartos de motel já que também seguiriam viagem logo que o sol os despertasse.
Tanto Gê e P. S. como o Homem Alambique e Frieza ouviram barulhos estranhos durante a noite, mas não perderam tempo em se importar com os sons, dormiram e no dia seguinte seguiram seus caminhos.
Durante o caminho, o Homem Transparente sente um sono profundo, que quase o adormece enquanto caminha, dificultando a sua entrada no quarto, caindo ao chão logo após fechar a porta.
Em seu sono ouve sons, quer acordar e não consegue, então ouve a voz de "Gurumim" que diz: "Este é o seu amuleto! Leve com você durante essa jornada! Ele o conduzirá até mim!".
Em sono profundo, o Homem Transparente só desperta por ouvir um canto "diferente" e sentir "beliscões" em seu rosto. Acorda e depara-se com um galo que canta sem parar e bica o seu rosto com muita vontade como quisesse dizer algo.
Ainda sem entender nada, levanta e tenta interpretar esse enigma, o aparecimento do galo e as palavras do mestre Gurumim durante seu sonho. Então começa a questionar se terá que cuidar do galo? Até quando? Conseguirá encontrar Gurumim? Como? Quando?
Saiu na porta do quarto e percebe que tanto os caminhões de Frieza e Homem Alambique como o furgão de Gê e P. S. não estavam mais no estacionamento, então se desespera e grita: " O que faço com esse galo?!".
O galo não parava de cantar em altíssimo volume. O Homem Transparente ainda atordoado com o que está acontecendo, tenta fazer o galo parar de cantar mas seu esforço é em vão. Olhando com mais detalhe para o animal ele percebe uma plaquinha presa em sua pata com a inscrição "Pavarotti", isso mesmo, mesmo ainda não acreditando em tudo que estava acontecendo, agora ele sabe o nome do galo.
Com o canto do "Pavarotti" ecoando pelo motel, não tardou a aparecer mais confusão. Alguém bate à porta e o Homem Transparente vai atender. Olhando pelo "olho mágico" ele vê um rapaz com uma moto de entrega gás, mas ele não fez pedido de gás e no quarto não tem fogão. Pensa no que será que o rapaz quer mas enquanto pensa, o entregador começa a espancar a porta gritando que sabe que o galo dele está ali, que está escutando os gritos do "Pavarotti" e diz que se não abrirem a porta ele irá arrombar.
O Homem Transparente pega sua mochila, seu capacete, as chaves de sua potente motocicleta 125 cilindradas, pega o galo, pula a janela dos fundos e corre para o posto de combustível onde havia deixado a motocicleta. Põem o galo dentro da jaqueta e foge com o "Pavarotti".
As Aventuras do Homem Transparente
sábado, 31 de agosto de 2013
domingo, 12 de agosto de 2012
O Homem Transparente - A Viagem - Episódio V
Não pagar a conta. Esse foi o prêmio do Homem Alambique na competição. Todos os outros concorrentes pagaram um Buffet livre acrescido das bebidas para competir.
O restaurante estava fechando e era hora de sair. Frieza sugeriu que todos fossem dormir, mas o Homem Alambique queria comemorar e levou todos para a boate de luz vermelha que ficava dentro das dependências do posto de combustível.
Entraram na boate que estava praticamente vazia, e foram tomar uma cerveja. O Homem Transparente não pode beber e pediu um refrigerante juntamente com Frieza. O Homem Alambique, Gê e P. S. tomaram cerveja porque não iriam viajar naquela noite, iriam dormir e sairiam para o trabalho somente na manhã do dia seguinte.
A música na boate era por conta de uma banda de pop rock que se chamava "The Pulgas", mas também era conhecida pelo apelido de "Filé com Fritas", este dado pelos "clientes" da casa. A banda até que era boa, o público é que era sofrível, quatro seguranças e meia dúzia de clientes. Faturavam quarenta reais para cada integrante pra tocar quatro horas por noite, de segunda à sábado sem direito a regalias como bebida ou cigarro, mas como não fumavam e somente o vocalista torrava o cachê enchendo a cara de uísque toda a noite, e todos tinham outro emprego durante o dia, acabava sobrando dinheiro para que eles gravassem seus discos e vendessem ali mesmo, numa distribuição direta.
Sentaram, começaram a beber e a observar as meninas da casa quando de repente o Homem Transparente dá um suspiro e todos percebem.
Depois de décadas de estudos, de dançar e ser professor no ballet Bolshoi de Moscou, de inúmeras vezes ter sido jurado e de participar de diversos concursos de dança, onde na maioria das vezes saiu vencedor, mesmo não dançando já há algum tempo, o Homem Transparente, que é um excepcional bailarino também possui um olhar clínico para descobrir talentos, vê Balzac e a Mulher à Metro dançando com alguns "amigos" e fica impressionado.
Balzac têm uns duzentos anos, mas o tempo não passou. Não diríamos que têm mais de vinte e sete anos e um corpo mais que perfeito, o Homem Transparente ficando encantado e convidou-a para dançar. O outro par no salão era Frieza e a Mulher à Metro que dançam um rock dos anos setenta bem agarradinhos, como se fosse música lenta, um chamego só, sendo que mesmo com todo o tamanho de Frieza ele parece um anão agarrado nas pernas da Mulher à Metro, já que sua boca fica na altura dos joelhos dela. Ele está encantado, principalmente porque ela dança muitíssimo bem.
A noite estava perfeita até que Gê, depois de demorar umas sete músicas para tomar coragem, foi convidar uma moça para dançar e ela disse não. É o primeiro caso na história das boates de luz vermelha onde alguém toma um "carão". Ele tentou argumentar dizendo "mas é a London London", referindo-se a música que tocava, mas ela nem quis saber dos argumentos de Gê que voltou para a mesa desolado onde foi imediatamente ridicularizado pelos seus amigos. Gê suspirando somente diz: É. Pois é.
O restaurante estava fechando e era hora de sair. Frieza sugeriu que todos fossem dormir, mas o Homem Alambique queria comemorar e levou todos para a boate de luz vermelha que ficava dentro das dependências do posto de combustível.
Entraram na boate que estava praticamente vazia, e foram tomar uma cerveja. O Homem Transparente não pode beber e pediu um refrigerante juntamente com Frieza. O Homem Alambique, Gê e P. S. tomaram cerveja porque não iriam viajar naquela noite, iriam dormir e sairiam para o trabalho somente na manhã do dia seguinte.
A música na boate era por conta de uma banda de pop rock que se chamava "The Pulgas", mas também era conhecida pelo apelido de "Filé com Fritas", este dado pelos "clientes" da casa. A banda até que era boa, o público é que era sofrível, quatro seguranças e meia dúzia de clientes. Faturavam quarenta reais para cada integrante pra tocar quatro horas por noite, de segunda à sábado sem direito a regalias como bebida ou cigarro, mas como não fumavam e somente o vocalista torrava o cachê enchendo a cara de uísque toda a noite, e todos tinham outro emprego durante o dia, acabava sobrando dinheiro para que eles gravassem seus discos e vendessem ali mesmo, numa distribuição direta.
Sentaram, começaram a beber e a observar as meninas da casa quando de repente o Homem Transparente dá um suspiro e todos percebem.
Depois de décadas de estudos, de dançar e ser professor no ballet Bolshoi de Moscou, de inúmeras vezes ter sido jurado e de participar de diversos concursos de dança, onde na maioria das vezes saiu vencedor, mesmo não dançando já há algum tempo, o Homem Transparente, que é um excepcional bailarino também possui um olhar clínico para descobrir talentos, vê Balzac e a Mulher à Metro dançando com alguns "amigos" e fica impressionado.
Balzac têm uns duzentos anos, mas o tempo não passou. Não diríamos que têm mais de vinte e sete anos e um corpo mais que perfeito, o Homem Transparente ficando encantado e convidou-a para dançar. O outro par no salão era Frieza e a Mulher à Metro que dançam um rock dos anos setenta bem agarradinhos, como se fosse música lenta, um chamego só, sendo que mesmo com todo o tamanho de Frieza ele parece um anão agarrado nas pernas da Mulher à Metro, já que sua boca fica na altura dos joelhos dela. Ele está encantado, principalmente porque ela dança muitíssimo bem.
A noite estava perfeita até que Gê, depois de demorar umas sete músicas para tomar coragem, foi convidar uma moça para dançar e ela disse não. É o primeiro caso na história das boates de luz vermelha onde alguém toma um "carão". Ele tentou argumentar dizendo "mas é a London London", referindo-se a música que tocava, mas ela nem quis saber dos argumentos de Gê que voltou para a mesa desolado onde foi imediatamente ridicularizado pelos seus amigos. Gê suspirando somente diz: É. Pois é.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
O Homem Transparente - A Viagem - Episódio IV
A mesa está completa e foi servida muita comida, daria para servir com satisfação mais uns oito participantes, tudo planejado para sobrar. João, embaixo da mesa, parece feliz.
O Homem Alambique e Frieza se olham como se a competição já estivesse ganha, por um deles é claro.
Depois de conseguir comer um cachorro quente "completo", acompanhado por um tubo de ketchup e um refrigerante de cola, de dois litros, bem gelado, satisfeitíssimo, o Homem Transparente, junto com os irmãos Gê e P. S. assistem o desafio beliscando um pratinho com um famoso salgadinho de sabor bacon com maionese. A receita desta iguaria é o resultado de algumas pesquisas inúteis e de uma tremenda ociosidade mental do Homem Sem Graça, que é pai do Homem Transparente.
O Homem Sem Graça é um humorista complexado por não conseguir emplacar nenhuma de suas piadas por serem horríveis e sem nenhuma graça. Por necessidade teve de trocar de profissão e hoje ele trabalha em um famoso circo, mas não como humorista, e sim, como malabarista.
Depois de fazer um curso de "Sete Anos na China", aprendeu a fazer malabares com os dedos utilizando cartas. Faz de tudo com as cartas, chegando a ser convidado por um parente, "caso não caracterizado como nepotismo", para ministrar um curso permanente de defesa pessoal para o BOPE com a utilização das cartas de um baralho especialmente desenvolvidas por ele e para ele, feitas de aço, levíssimas e letais. Tentou patentear a criação, mas também não obteve sucesso por não ter dinheiro para o registro e por não encontrar nenhum patrocinador maluco a ponto de rasgar dinheiro com a sua invenção.
Recusou o trabalho estável no BOPE na intenção de ter mais tempo ocioso e poder dar continuidade ao seu maior sonho, que é criar uma piada que alguém consiga rir sem precisar fingir para não perder o amigo.
Eles estavam certos. Depois de uma hora e vinte e cinco minutos de competição, restaram somente, naquela imensa mesa, antes farta de comida, o Homem Alambique e seu grande amigo Frieza, não esquecendo o João, que agora têm um olhar perdido de tão satisfeito embaixo da mesa.
Frieza resolve parar, já que observa o prato do Homem Alambique praticamente vazio. Levanta-se com um olhar de campeão, empatado, mas campeão, e escuta aquela voz de trovão do Homem Alambique perguntando para a equipe organizadora: "Vocês podem me conseguir um pratinho de feijão pra acompanhar os cinco pãezinhos que restaram aqui?".
Frieza sacode a cabeça dizendo bem baixinho "de novo" e sai da mesa indo em direção ao banheiro.
Viva o Homem Alambique.
O Homem Alambique e Frieza se olham como se a competição já estivesse ganha, por um deles é claro.
Depois de conseguir comer um cachorro quente "completo", acompanhado por um tubo de ketchup e um refrigerante de cola, de dois litros, bem gelado, satisfeitíssimo, o Homem Transparente, junto com os irmãos Gê e P. S. assistem o desafio beliscando um pratinho com um famoso salgadinho de sabor bacon com maionese. A receita desta iguaria é o resultado de algumas pesquisas inúteis e de uma tremenda ociosidade mental do Homem Sem Graça, que é pai do Homem Transparente.
O Homem Sem Graça é um humorista complexado por não conseguir emplacar nenhuma de suas piadas por serem horríveis e sem nenhuma graça. Por necessidade teve de trocar de profissão e hoje ele trabalha em um famoso circo, mas não como humorista, e sim, como malabarista.
Depois de fazer um curso de "Sete Anos na China", aprendeu a fazer malabares com os dedos utilizando cartas. Faz de tudo com as cartas, chegando a ser convidado por um parente, "caso não caracterizado como nepotismo", para ministrar um curso permanente de defesa pessoal para o BOPE com a utilização das cartas de um baralho especialmente desenvolvidas por ele e para ele, feitas de aço, levíssimas e letais. Tentou patentear a criação, mas também não obteve sucesso por não ter dinheiro para o registro e por não encontrar nenhum patrocinador maluco a ponto de rasgar dinheiro com a sua invenção.
Recusou o trabalho estável no BOPE na intenção de ter mais tempo ocioso e poder dar continuidade ao seu maior sonho, que é criar uma piada que alguém consiga rir sem precisar fingir para não perder o amigo.
Eles estavam certos. Depois de uma hora e vinte e cinco minutos de competição, restaram somente, naquela imensa mesa, antes farta de comida, o Homem Alambique e seu grande amigo Frieza, não esquecendo o João, que agora têm um olhar perdido de tão satisfeito embaixo da mesa.
Frieza resolve parar, já que observa o prato do Homem Alambique praticamente vazio. Levanta-se com um olhar de campeão, empatado, mas campeão, e escuta aquela voz de trovão do Homem Alambique perguntando para a equipe organizadora: "Vocês podem me conseguir um pratinho de feijão pra acompanhar os cinco pãezinhos que restaram aqui?".
Frieza sacode a cabeça dizendo bem baixinho "de novo" e sai da mesa indo em direção ao banheiro.
Viva o Homem Alambique.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
O Homem Transparente - A Viagem - Episódio III
Quando o atendente salta o balcão, é instantaneamente arremessado para o fundo do salão do restaurante por uma única mão de um cidadão que surgiu do nada, causando uma quebradeira geral em umas prateleiras onde se localizava as bebidas mais "finas" do estabelecimento.
Ao perceber que o atendente "apagou" com uma simples "mãozinha" que o atacou, o Homem Transparente olha para os lados à procura de quem o havia ajudado sem que ele tivesse pedido, fica pensando em quem teria interferido nos seus problemas e então ouve uma voz que mais parece um trovão perguntando: Queres jantar com a gente Transparente?
O Homem Transparente dá um largo sorriso ao reconhecer o seu tio caminhoneiro, o Homem Alambique e o seu amigo de estrada denominado Frieza.
O Homem Alambique tem aproximadamente dois metros de altura e uma barriga de competir com qualquer mulher grávida de trigêmeos com nove meses de gestação, uma mão que mais parece uma raquete de tênis, tem a fama de beber muito, mas somente quando não está trabalhando. Conhece todo mundo, facilmente se elegeria como candidato a qualquer coisa que quisesse. Sempre alegre, brincalhão, extremamente bem humorado, debochado e dono de um coração de dar exemplo e causar inveja, uma mistura de Madre Tereza com São Francisco, já que não suporta que maltratem nem um mosquito, principalmente o seu companheiro de boleia, o cão João.
Além de ser bom de copo, o Homem Alambique também é bom de garfo e havia parado no restaurante para participar de uma competição de "quem come mais" que, segundo ele, se realiza com frequência nestes estabelecimentos comercias de beira de estrada.
No momento que está entrando no restaurante, presencia a confusão com o Homem Transparente, resolvendo com facilidade a questão.
Ao perceber que o atendente "apagou" com uma simples "mãozinha" que o atacou, o Homem Transparente olha para os lados à procura de quem o havia ajudado sem que ele tivesse pedido, fica pensando em quem teria interferido nos seus problemas e então ouve uma voz que mais parece um trovão perguntando: Queres jantar com a gente Transparente?
O Homem Transparente dá um largo sorriso ao reconhecer o seu tio caminhoneiro, o Homem Alambique e o seu amigo de estrada denominado Frieza.
O Homem Alambique tem aproximadamente dois metros de altura e uma barriga de competir com qualquer mulher grávida de trigêmeos com nove meses de gestação, uma mão que mais parece uma raquete de tênis, tem a fama de beber muito, mas somente quando não está trabalhando. Conhece todo mundo, facilmente se elegeria como candidato a qualquer coisa que quisesse. Sempre alegre, brincalhão, extremamente bem humorado, debochado e dono de um coração de dar exemplo e causar inveja, uma mistura de Madre Tereza com São Francisco, já que não suporta que maltratem nem um mosquito, principalmente o seu companheiro de boleia, o cão João.
Além de ser bom de copo, o Homem Alambique também é bom de garfo e havia parado no restaurante para participar de uma competição de "quem come mais" que, segundo ele, se realiza com frequência nestes estabelecimentos comercias de beira de estrada.
No momento que está entrando no restaurante, presencia a confusão com o Homem Transparente, resolvendo com facilidade a questão.
Frieza, o amigo do Homem Alambique, que também é caminhoneiro e também é grandão, mas sem barriga, é um cara de pouca conversa, e quando alguém se aproxima de forma calorosa para cumprimentá-lo, simplesmente diz "oi", o que é suficiente para fazer jus ao seu nome. Uma frieza só.
Apesar de todo esse "gelo" é um amigão. Odeia cigarros e tem um gosto refinadíssimo para música.
O seu caminhão é aromatizado regularmente e ele só escuta as melhores composições, daquelas que, segundo ele, tem uma boa letra, com mensagem, algo a dizer embaladas por melodias agradáveis.
Desprezando as músicas vulgares e apelativas, nesta noite, Frieza escutava repetidamente um CD cantado em italiano por um jovem brasileiro e fazendo comentários, lamentava a situação o estado de saúde do excelente interprete.
Em alguns minutos chega uma ambulância para levar o atendente do restaurante, que continuava desmaiado, para o hospital.
Sentados esperando a famosa competição alimentar estavam o Homem Transparente, o Homem Alambique e Frieza, mas embaixo da mesa ficava João, cachorro do Homem Alambique, quieto e observador, até que começa a rosnar e todos percebem que se aproxima duas figuras discutindo, sem muita convicção de quem estava certo ou errado, mas, discutiam muito.
Aproximaram-se da mesa de forma calorosa para cumprimentar Frieza que deu aquele gelo básico logo na recepção, somente emitiu um "oi".
Eram Gê e P.S, dois conhecidos de Frieza. Os irmãos estavam discutindo na tentativa de chegar a um consenso de como e porquê erraram o caminho. Completamente perdidos, pararam no posto de combustível para conseguir informações quando avistaram no estacionamento o caminhão de Frieza.
Os irmãos Gê e P.S. trabalham com um furgão de manutenção em equipamentos eletrônicos, mas são os típicos caras que se perdem no caminho da própria casa, como se sempre precisassem de um navegador em tempo integral.
Estão sempre calmos, como se nada os atingissem, mas sempre aéreos. Conseguiram as informações de Frieza, mas como estavam perto da cidade onde fariam as manutenções resolveram jantar e acompanhar de perto a competição.
Os organizadores da peripécia gastronômica enfileiram várias mesas, cobriram todas com toalhas e começaram a trazer as travessas com uma quantidade enorme de comida.
Uns trinta competidores sentam-se à mesa, incluindo o Homem Alambique e Frieza. Duque está estrategicamente posicionado embaixo da mesma, pois sempre sobra alguma coisa.
O Homem Transparente e os irmãos Gê e P. S. estão confortavelmente acomodados para assistir a competição.
Vai começar o desafio.
Apesar de todo esse "gelo" é um amigão. Odeia cigarros e tem um gosto refinadíssimo para música.
O seu caminhão é aromatizado regularmente e ele só escuta as melhores composições, daquelas que, segundo ele, tem uma boa letra, com mensagem, algo a dizer embaladas por melodias agradáveis.
Desprezando as músicas vulgares e apelativas, nesta noite, Frieza escutava repetidamente um CD cantado em italiano por um jovem brasileiro e fazendo comentários, lamentava a situação o estado de saúde do excelente interprete.
Em alguns minutos chega uma ambulância para levar o atendente do restaurante, que continuava desmaiado, para o hospital.
Sentados esperando a famosa competição alimentar estavam o Homem Transparente, o Homem Alambique e Frieza, mas embaixo da mesa ficava João, cachorro do Homem Alambique, quieto e observador, até que começa a rosnar e todos percebem que se aproxima duas figuras discutindo, sem muita convicção de quem estava certo ou errado, mas, discutiam muito.
Aproximaram-se da mesa de forma calorosa para cumprimentar Frieza que deu aquele gelo básico logo na recepção, somente emitiu um "oi".
Eram Gê e P.S, dois conhecidos de Frieza. Os irmãos estavam discutindo na tentativa de chegar a um consenso de como e porquê erraram o caminho. Completamente perdidos, pararam no posto de combustível para conseguir informações quando avistaram no estacionamento o caminhão de Frieza.
Os irmãos Gê e P.S. trabalham com um furgão de manutenção em equipamentos eletrônicos, mas são os típicos caras que se perdem no caminho da própria casa, como se sempre precisassem de um navegador em tempo integral.
Estão sempre calmos, como se nada os atingissem, mas sempre aéreos. Conseguiram as informações de Frieza, mas como estavam perto da cidade onde fariam as manutenções resolveram jantar e acompanhar de perto a competição.
Os organizadores da peripécia gastronômica enfileiram várias mesas, cobriram todas com toalhas e começaram a trazer as travessas com uma quantidade enorme de comida.
Uns trinta competidores sentam-se à mesa, incluindo o Homem Alambique e Frieza. Duque está estrategicamente posicionado embaixo da mesma, pois sempre sobra alguma coisa.
O Homem Transparente e os irmãos Gê e P. S. estão confortavelmente acomodados para assistir a competição.
Vai começar o desafio.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
O Homem Transparente - A Viagem - Episódio II
Somente uma mochila. Esse é todo o mundo que o Homem Transparente agora carrega consigo. Todo o resto foi deixando para trás.
Provando para si mesmo que não precisa de quase nada do que o acompanhava no passado e dando a verdadeira importância para o seu presente, principalmente tentando ver uma possibilidade de um futuro melhor, de realizações, de reconstruções, ele segue a sua viagem.
Montado em sua potente motocicleta de 125 cilindradas, que atinge a fantástica e máxima velocidade de 85 quilômetros por hora, com o punho trancado no fundo, acelerador no máximo, ele deita sobre o seu veículo para não ser arremessado pelo vento nas incríveis curvas da serra paulista onde segue para o sul do sul do sul.
Com fome, o Homem Transparente decide parar no próximo estabelecimento comercial que encontrar para se alimentar, esticar as longas pernas, tentar colocar a finíssima coluna no lugar e descansar um pouco.
Ainda na estrada, observa um grande número de caminhões estacionados em um posto de combustível e sabendo que a melhor comida servida em beira de estrada é identificada com facilidade pelo simples fato de ter muitos caminhões parados, resolve dar um descanso a sua potente motocicleta.
Estaciona numa vaga destinada a automóveis e observa que além de combustível, o local ainda conta com restaurante, motel e uma boate, daquelas clássicas de beira de estrada, com uma luzinha vermelha na porta.
Entra no restaurante, pede um cachorro-quente com muito Ketchup, um refrigerante de cola em um copo de vidro alto com limão e muito gelo e fica observando o ambiente que está razoavelmente cheio.
Depois de esperar 1 hora e 10 minutos, começando a ficar irritado, já quase desistindo do pedido, um atendente chega com o lanche.
Voltando a ficar calmo, o Homem Transparente começa a morder o cachorro quente, mas percebe, na primeira mordida, que o cachorro-quente, não está tão quente.
Observando que o atendente não trouxe a quantidade pedida de ketchup, ergue o dedo para chamar a atenção do rapaz que com visível má vontade, ergue a mão como que dizendo "já vou", com desdém, e demorando alguns minutos, se aproxima.
Pedindo a porção que gostaria de ketchup, o atendente diz, de forma rude, que será cobrado por porções extras do produto, o Homem Transparente não gosta da atitude do estabelecimento representado neste momento pelo atendente, mas diz que não há problema, pode trazer e pode cobrar.
Depois de receber a quantidade extra de ketchup, o Homem Transparente pergunta pelo refrigerante e o atendente, com um ar de poucos amigos, irritado, pergunta se o Homem Transparente pode esperar.
Com todos esses tropeços do atendente, somado a fome, que já o consumia, o Homem Transparente não havia percebido, mas o cachorro-quente que lhe foi servido está sem nenhuma salsicha, um verdadeiro pão com molho, então, imediatamente chama o atendente para reclamar, mas este, já sem paciência e carrancudo, se aproxima sapateando, de forma grosseira, como se marchasse para a guerra, foi ouvir a reclamação trazendo em uma badeja um copo plástico sem gelo e sem nenhum limão, com uma garrafa de refrigerante já aberta e seu liquido, morno.
O Homem Transparente perde a paciência e se levanta, mas o atendente que mais parece um armário de portas abertas também perde a paciência e pulando o balcão que os separava, parte para cima do Homem Transparente.
A confusão está formada.
Provando para si mesmo que não precisa de quase nada do que o acompanhava no passado e dando a verdadeira importância para o seu presente, principalmente tentando ver uma possibilidade de um futuro melhor, de realizações, de reconstruções, ele segue a sua viagem.
Montado em sua potente motocicleta de 125 cilindradas, que atinge a fantástica e máxima velocidade de 85 quilômetros por hora, com o punho trancado no fundo, acelerador no máximo, ele deita sobre o seu veículo para não ser arremessado pelo vento nas incríveis curvas da serra paulista onde segue para o sul do sul do sul.
Com fome, o Homem Transparente decide parar no próximo estabelecimento comercial que encontrar para se alimentar, esticar as longas pernas, tentar colocar a finíssima coluna no lugar e descansar um pouco.
Ainda na estrada, observa um grande número de caminhões estacionados em um posto de combustível e sabendo que a melhor comida servida em beira de estrada é identificada com facilidade pelo simples fato de ter muitos caminhões parados, resolve dar um descanso a sua potente motocicleta.
Estaciona numa vaga destinada a automóveis e observa que além de combustível, o local ainda conta com restaurante, motel e uma boate, daquelas clássicas de beira de estrada, com uma luzinha vermelha na porta.
Entra no restaurante, pede um cachorro-quente com muito Ketchup, um refrigerante de cola em um copo de vidro alto com limão e muito gelo e fica observando o ambiente que está razoavelmente cheio.
Depois de esperar 1 hora e 10 minutos, começando a ficar irritado, já quase desistindo do pedido, um atendente chega com o lanche.
Voltando a ficar calmo, o Homem Transparente começa a morder o cachorro quente, mas percebe, na primeira mordida, que o cachorro-quente, não está tão quente.
Observando que o atendente não trouxe a quantidade pedida de ketchup, ergue o dedo para chamar a atenção do rapaz que com visível má vontade, ergue a mão como que dizendo "já vou", com desdém, e demorando alguns minutos, se aproxima.
Pedindo a porção que gostaria de ketchup, o atendente diz, de forma rude, que será cobrado por porções extras do produto, o Homem Transparente não gosta da atitude do estabelecimento representado neste momento pelo atendente, mas diz que não há problema, pode trazer e pode cobrar.
Depois de receber a quantidade extra de ketchup, o Homem Transparente pergunta pelo refrigerante e o atendente, com um ar de poucos amigos, irritado, pergunta se o Homem Transparente pode esperar.
Com todos esses tropeços do atendente, somado a fome, que já o consumia, o Homem Transparente não havia percebido, mas o cachorro-quente que lhe foi servido está sem nenhuma salsicha, um verdadeiro pão com molho, então, imediatamente chama o atendente para reclamar, mas este, já sem paciência e carrancudo, se aproxima sapateando, de forma grosseira, como se marchasse para a guerra, foi ouvir a reclamação trazendo em uma badeja um copo plástico sem gelo e sem nenhum limão, com uma garrafa de refrigerante já aberta e seu liquido, morno.
O Homem Transparente perde a paciência e se levanta, mas o atendente que mais parece um armário de portas abertas também perde a paciência e pulando o balcão que os separava, parte para cima do Homem Transparente.
A confusão está formada.
sábado, 2 de abril de 2011
O Homem Transparente - A Viagem - Episódio I
Não suportando mais o seu atual emprego, a sua atual situação sentimental, emocional, existencial e financeira o Homem Transparente vira a chave de sua potente motocicleta e decide viajar para uma longínqua localidade ao sul, do sul, do sul a procura de "Gurumim", uma mescla de guru, feiticeiro, vidente e bruxo para encontrar respostas, alternativas e quem sabe, a cura.
O Homem Transparente nasceu com incríveis habilidades para trabalhos manuais, como a manipulação de materiais dos mais diversos tipos, um artesão nato.
Seu principal poder é ser extremamente magro, transparente, podendo passar por frestas, grades, janelas, por de baixo de portas e até flutuar. Sim, ele voa.
Por ser extremamente leve, a sua potente motocicleta possui cinto de segurança e um complexo sistema inteligente de monitoramento que identifica quando ele se afasta, sendo assim, o motor desacelera, a caixa desengata as marchas e a motocicleta é estacionada automaticamente, sem causar danos ou acidentes.
O principal motivo desta verdadeira odisseia é que O Homem Transparente estava insatisfeito com o seu atual emprego. Foi a gota d'água.
Depois de ter trabalhado para diversas organizações políticas, militares, governamentais e não governamentais, NASA e participar de experiências científicas em diversos países, o Homem Transparente estava prestando seus dotes para a Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Brasil.
Seu trabalho, apesar de ser muito bem remunerado, foi conseguido através de uma "indicação", esta não caracterizada como um caso de favorecimento ilícito ou nepotismo, já que a atividade era de extrema importância não somente para toda a comunidade científica, mas para toda a humanidade.
O Homem Transparente servia de modelo vivo para os estudantes vindos de todas as partes do mundo, com a finalidade de observar o funcionamento do corpo humano, já que através dele, os estudantes poderiam ver todos os órgãos em plena atividade, podendo assim trazer grandes avanços para a medicina, biologia, farmacologia, mas principalmente alavancando o estudo da robótica especializada em construção de órgãos artificiais para transplante.
Os laboratórios viviam lotados, principalmente de japoneses, estes sendo os principais patrocinadores do projeto.
Cansado de tudo isso, e de ser um homem objeto, é que ele decide viajar à procura de "Gurumim".
O Homem Transparente nasceu com incríveis habilidades para trabalhos manuais, como a manipulação de materiais dos mais diversos tipos, um artesão nato.
Seu principal poder é ser extremamente magro, transparente, podendo passar por frestas, grades, janelas, por de baixo de portas e até flutuar. Sim, ele voa.
Por ser extremamente leve, a sua potente motocicleta possui cinto de segurança e um complexo sistema inteligente de monitoramento que identifica quando ele se afasta, sendo assim, o motor desacelera, a caixa desengata as marchas e a motocicleta é estacionada automaticamente, sem causar danos ou acidentes.
O principal motivo desta verdadeira odisseia é que O Homem Transparente estava insatisfeito com o seu atual emprego. Foi a gota d'água.
Depois de ter trabalhado para diversas organizações políticas, militares, governamentais e não governamentais, NASA e participar de experiências científicas em diversos países, o Homem Transparente estava prestando seus dotes para a Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Brasil.
Seu trabalho, apesar de ser muito bem remunerado, foi conseguido através de uma "indicação", esta não caracterizada como um caso de favorecimento ilícito ou nepotismo, já que a atividade era de extrema importância não somente para toda a comunidade científica, mas para toda a humanidade.
O Homem Transparente servia de modelo vivo para os estudantes vindos de todas as partes do mundo, com a finalidade de observar o funcionamento do corpo humano, já que através dele, os estudantes poderiam ver todos os órgãos em plena atividade, podendo assim trazer grandes avanços para a medicina, biologia, farmacologia, mas principalmente alavancando o estudo da robótica especializada em construção de órgãos artificiais para transplante.
Os laboratórios viviam lotados, principalmente de japoneses, estes sendo os principais patrocinadores do projeto.
Cansado de tudo isso, e de ser um homem objeto, é que ele decide viajar à procura de "Gurumim".
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